domingo, 6 de julho de 2008

Plano Individual de Estudos

Postagem do Portfólio de Aprendizagem:

“Estou bastante motivada com o meu plano de estudos. Adorei a experiência de alfabetizar e sinto necessidade de pesquisar mais o assunto a fim de quando retornar à sala de aula, regressar muito bem preparada. Já iniciei as leituras e me surpreendi ao descobrir que Emília Ferreiro esteve em Porto Alegre em 2001. Que fantástico! Já descobri também um site paulista referente a uma capacitação desse tema: http://cenp.edunet.sp.gov.br/letravida/#
Escolhi outra temática, mas estou tendo um pouco de dificuldades em encontrar exatamente meu objeto de estudos desta temática: interpretação do desenho infantil.
Já li bastante resenhas e reportagens referentes à gradativa evolução do desenho infantil. Descobri que inicialmente, visto que somente considerava-se o aspecto estético, haviam estudos sobre os erros e imperfeições do desenho infantil.É no final do século XIX, após as descobertas de Jean Jacques Rousseau sobre a forma singular da criança pensar que iniciam os primeiros estudos sobre as fases do desenho infantil. Estou descobrindo as teorias de Luquet, Marthe Berson e relendo Piaget. Mas além do imprescindível teor científico sobre o desenvolvimento, desejo encontrar no desenho mais um mecanismo para conhecer meu aluno, compreender a realidade dele, mas principalmente, utilizar como um sinalizador para perceber como as coisas na vida dele estão.”

O desenho é uma linguagem, um prazer de deixar sua marca, uma visão de mundo, percepção da realidade.
Viktor Lowerfeld nomeia os primeiros traços da criança, que ao primeiro ano de vida mantém movimentos ritmados e deleita-se com esse prazer, compreendendo-o como mera ação sobre uma superfício, de garatuja.
Então a criança começa a desenhar símbolos simples e passa a perceber a regularidade dos desenhos ao seu redor, sofrendo a influência dos mesmos (olha o vício da padronização do coração, casa, sol e árvore!).
Primeiro ela entende que o desenho serve para ela expressar o que sabe, depois o mundo que ela vê.
Então, usando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade passa a exprimir o que a rodeia.
Inicialmente no processo de alfabetização, é usado para imitar a escrita: daí a integração dos meus temas de estudo.
Encontrei diversas visões para o desevolvimento do desenho infantil, o que achei válido:
Luquet divide em 4 estágios:
1 – realismo fortuito – por volta de 2 anos, fim ao rabisco e início de traços sem desejo de representação.
2 – realismo fracassado – 3 e 4 anos. Descobre a identidade de forma e objeto, procura reproduzir formas.
3 – realismo intelectual – 4 aos 10-12 anos. Desenha o que sabe, não o que vê.
4 – realismo visual - 12 anos. Descoberta da perspectiva e submissão as suas leis. Empobrecimento do grafismo e proximidade das produções adultas.

Marthe Berson distingue três estágios do rabisco:
1. Estagio vegetativo motor: por volta dos 18 meses, o traçado é mais ou menos arredondado, conexo ou alongado e o lápis não sai da folha formando turbilhões.
2. Estagio representativo: entre dois e 3 anos, caracteriza-se pelo aparecimento de formas isoladas, a criança passa do traço contínuo para o traço descontínuo.
3. Estagio comunicativo: começa entre 3 e 4 anos, se traduz por uma vontade de escrever e de comunicar-se com outros. Traçado em forma de dentes de serra, que procura reproduzir a escrita dos adultos.
Lowenfeld:
Primeira fase – garatuja desordenada (segura lápis de qualquer jeito e nem olha o que faz) , garatuja ordenada ( descobre relação gesto-traço) e garatuja nomeada (passa a representar simbolicamente).
Segunda fase – os movimentos evoluem para formas reconhecíveis e a criança desenha o que sabe, não o que vê.
Terceira fase – analogia entre a forma do objeto e representação.
Mirian C. Martins, Gisapicosque e Maria T.T. Guerra, fundamentadas na teoria das múltiplas inteligências

Primeiro movimento - Ação = Pesquisa = Exercício

O corpo é a ação, é o movimento. A criança sente, reconhece e cria, mas ainda não é um criador intencional, apesar de não temer experenciar. O rabisco não tem finalidade estética ou significado. É o movimento do corpo que importa e seu poder sobre ele. Dos rabiscos, surgem formas que cada vez ficam mais complexas.

Segundo movimento - Ação = Pesquisa = Exercício = Interação = Símbolo
Descobre que tudo no mundo tem nome e passa a nomear seus rabiscos. Não há uma organização espacial. Partes do objeto podem aparecer separadas ou o desenho pode lembrar ou parecer o que pretendeu representar.

Terceiro movimento - Ação = Pesquisa = Exercício = Interação = Símbolo = Organização = Regra
Elabora soluções criativas para expressar o que pretende, buscando semelhanças. Aparece o chão, uso excessivo da borracha devido à preocupação e o medo ao representar bem. A escolha da cor passa a ser importante.

Quarto movimento - Ação = Pesquisa = Exercício = Interação = Símbolo = Organização = Regra = Poética = Pessoal

“Na produção artística–estética, contracenam, em oposição ou em alternância, o prazer de manejar e explorar, a ótica pessoal de ver – pensar – sentir o mundo, a procura de um estilo pessoal, mesclando estratégias pessoais com gramáticas culturais, construindo sua poética; ou o medo de se expor, a preferência pela repetição de formas conquistadas, a busca de modelos, o sentimento de incompetência, a obediência ou abandono de tarefas sem significado.”

Quanto a preferências, crianças menores de 6 anos preferem desenhar a figura humana. As meninas optam por crianças (fitas nos cabelos, bolsas) e os meninos por adultos (calças compridas, chapéu). De 6 a 12 anos, desenham mais casas. A partir dos 13 anos, meninas desenham casas e meninos a figura humana. Nos desenhos as meninas mostram preferências por coisas domésticas (mesa, toalha, xícaras) e os meninos por objetos mecânicos (carros, revolveres).
Nos desenhos infantis são quase inexistentes representações da natureza, aparecendo mais temas referentes à vida social (casas, carros, objetos diversos).
Quando a criança é bem nova representa a figura humana toda de frente. A primeira parte a ser desenhada de lado são os pés. Então, surge uma tentativa de fazer a cabeçla de perfil, desenhando o nariz de lado, apesar de muitas vezes a boca estar de frente e aparecerem as duas orelhas.
Embora a nomenclatura seja variada, percebe-se que os autores não se contradizem quanto à definição do desenvolvimento do processo de formação de desenho.
Visto que o mesmo retrata a visão de mundo da criança, é uma ótima ferramenta para compreendê-lo e diagnosticar seus saberes. Através dele podemos perceber interesses, anseios, preferências, conflitos e até avaliar fases de desenvolvimento e inteligência.
No entanto, analisá-lo fora do contexto em que foi criado perde seu valor.
E o papel do professor neste processo é o de motivador. Crianças motivadas e com estima elevada tem menos medo de experenciar, experenciam mais e consequentemente, constroem mais aprendizagens.

Quanto ao estudo sobre métodos de alfabetização, minha proposição é rever as metodologias, então, mãos-a-obra:
Soletração – ensinar a combinação de letra e som. Associação de estímulos visuais e auditivos.
Silabação – apresentação inicial das vogais, seguida das famílias silábicas.
Métodos fônicos – ensinar o aluno a produzir oralmente os sons das letras e uni-los.
Método Abelhinha – apresentação de histórias com personagens associados a letras e sons.
A casinha feliz – apresentação das letras como personagens de histórias. Uso de fantoches simbolizando as letras.
Método de contos – apresentação de história completa, desemembramento em frases para pré-leitura, reconhecimento de palavras.
Método ideovisual de Decroly – Apresentação de frases para reconhecimento da forma, desenho e imagem. Distinção de palavras por semelhança e diferença, após sílabas e letras.
Método Natural Freinet – produção de texto livre, eleição de um para reprodução e estudo do mesmo.
Metodologia Psicolingüística – parte-se do conhecimento que a criança tem da língua oral e valoriza-se a produção oral da mesma na escolha da produção escrita.
Etapas de uma unidade – criação de unidade de estudo, seleção de frases e palavras-chave, escrita das mesmas no quadro, leitura natural das mesmas, análise das frases, reconhecimento de palavras, análise de semelhanças e diferenças, formação de palavras novas e produção oral e escrita.
Palavras-chave – destaque de palavras-chave de frase ou texto e uso das mesmas para o ensino das primeiras letras. Desembramento das palavras destacadas e uso de suas sílabas para a formação de novas.
Método Paulo Freire – uso de palavras geradoras escolhidas do universo adulto para construção de palavras novas.
Para encerrar tomo as palavras de Emília Ferreiro “"Uma das coisas que sabemos hoje em dia com a maior clareza é que a correção ortográfica fora de tempo pode inibir a língua escrita. Eu não estou dizendo que a escola deva ignorar o erro ortográfico, apenas que deve saber qual o momento certo para fazê-lo, sem criar inibições. Porque eu me nego a chamar de alfabetizada uma criança que produz apenas estereótipos, ainda que seu texto não tenha erros ortográficos".

domingo, 22 de junho de 2008

A IMPORTÂNCIA NOS ESTUDOS SOCIAIS NO CURRÍCULO ESCOLAR

Refletir sobre a importância dos Estudos Sociais no currículo escolar, vai muito além do conhecimento da história ou estudo da realidade. Ele perpassa pela forma como passamos a ver o mundo e compreender o que acontece nele.
Um estudo voltado para uma metodologia tomada de figuras heróicas e infalíveis pode resultar em cidadãos omissos, despidos da consciência do seu papel e responsabilidade sobre o que ocorre na sociedade, devido a supervalorização das ações da elite. No entanto, um estudo crítico, refletindo as contribuições de cada cultura, sem o favorecimento da visão do vencedor, pode formar um cidadão consciente das atrocidades, atos falhos, monopolismo e prepotência na tomada de decisões, demonstrando a importância de negar-se a submeter-se a passividade.
São os Estudos Sociais que auxiliarão o aluno a ajustar-se na sociedade, compreendendo o seu papel na mesma e os fatores que o levaram ao patamar em que está, contribuindo para o bem estar pessoal e coletivo, ajudando o aluno a despir-se de preconceitos, desenvolver o espírito crítico e compreender o universo de verdades e possibilidades do mundo.
Segundo Maria Aparecida Quadros Borges e Jezulino Lúcio Mendes Braga, a partir do Golpe de 1964 “A proposta metodológica tinha como pressuposto que os estudos sobre a sociedade deveriam estar vinculados aos estágios de desenvolvimento psicológico do aluno, devendo pois, partir do concreto ao abstrato em etapas sucessivas. Neste sentido, iniciava-se o estudo do mais próximo, a comunidade, ou o bairro, indo sucessivamente ao mais distante, o município, o estado, o país e o mundo”.
Apesar de num mundo de comunicação a longas distâncias e tele-conferências tornarem o outro lado do mundo concreto a olho nu, sou favorável a visão de partir-se da história da criança e do seu meio para o estudo das temáticas sociais. Mas o fato é que na prática, não importa o ponto de partida: mas a metodologia empregada e a atenção aos interesses da turma. Se a criança desde a Educação Infantil estuda a sua história e a teve efetivada com eficiência e por exemplo estamos com os meios de comunicação (instrumento benéfico e maléfico) a toda com Copa do Mundo ou Olimpíadas, não há como prender-se no estudo do bairro...há que se ultrapassar fronteiras.
O papel do professor é ter os olhos bem atentos para os interesses das crianças e os acontecimentos ao redor, auxiliando na compreensão das coisas como estão e na reflexão sobre o fato de poderem ser mantidas ou alteradas, atentando para os fatores que determinam isso.
Há um velho bordão que diz que “Quem não conhece sua História não sabe para onde vai”, porque foi ela que nos trouxe o que temos aqui.
Já a função da Geografia é resultar no entendimento da disposição dos espaços, das relações, desigualdades e contradições de nossa sociedade, noções que a criança já tem e devem ser reconhecidas e aprofundadas.
Mas o fundamento de cada disciplina está no reconhecimento por parte do professor da sua importância e da busca por parte do mesmo de estudá-la de forma crítica, desapegada das verdades do professor e de forma construtiva e reflexiva, longe de uma prática bancária, formadora de alunos passivos.
É necessário desafiar a criança, motivá-la a fazer relações com suas vivências, a questionar suas verdades ( e as nossas), reconhecendo a aplicabilidade dos saberes escolares.
Bibliografia:

http://64.233.169.104/search?q=cache:fnVja2ATbe0J:www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp%3Fid%3D14038+import%C3%A2ncia+de+estudos+sociais&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br

http://64.233.169.104/search?q=cache:5pHjSXBmPRcJ:www.unilestemg.br/revistaonline/volumes/01/downloads/artigo_09.doc+estudos+sociais+nas+s%C3%A9ries+iniciais&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=12&gl=br

sábado, 24 de maio de 2008

Mapa Estrutural

Estudo sobre sombras

Bem, todos utilizamos o conceito de sombra para estudar as fases da lua, os eclipses...
Achei fantástico descobrir que o conceito d sombra para as criançs não é algo tão óbvio assim. Encontrei uma publicação de um trabalho cuja proposta era de fazer uma investigação sobre como os alunos resolveriam o problema de fazr com objetos de formas diferentes, sombras iguais (http://64.233.169.104/search?q=cache:5s6v3cvEgvgJ:www.fsc.ufsc.br/ccef/port/12-1/artpdf/a1.pdf+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br)
Descobri a partir da leitura que estudos de Piaget fundamentam que até os cinco anos a criança pensa que a sombra sai do objeto, que ela vem da noite, das árvores ou do canto do quarto. Com 6, 7 anos, pensam que é uma substância que sai do objeto (olha que coisa fantástica!). Aos 8 anos, compreendem que sombra deve-se à falta da luz, mas continuam a entendê-la como emanação. Aos 9 anos, negam a existência de sombra à noite ou sem luz, a sombra se torna ausência de luz. GUesne interroga alunos de 13, 14 anos, que entendem sombra como reflexo (considerando semelhança da sombra e forma do objeto), mas confundem a luz com seus efeitos, dizendo que sombra é uma luz mais escura. Descobri também que o primeiro nível de ação de uma criança sobre um objeto é para conhecê-lo e entender como funciona. Daí a importância do manuseio livre antes das atividades.
Com a família, não fiz grandes descobertas...assim como as crianças, apesar de saber que conforme a localização da luz, formar-se-iam novas sombras, acredite, não tinha concebido sombras diferentes das formas geométricas.
Lendo o resultado da pesquisa com aquelas crianças de 8 a 10 anos, descobri como tornar a sombra do quadrado grande e do pequeno iguais a do retângulo. (Como sou pateta! Não me ocorreu isso. Nem a família...) Mas não me conformo, que assim como a turma da pesquisa, não consegui fazer o quadrado pequeno e o círculo grande terem sombras iguais....COMO?
Ah, e que tal descobrir que duas sombras se atraem, deformando para isso uma delas? E sabe por quê? Porque os raios do sol não são paralelos, fazendo com que as bordas não sejam bem definidas... Para saber mais, leia...
http://64.233.169.104/search?q=cache:4VPlCP15rK8J:www.if.ufrgs.br/~lang/Sombras.pdf+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=18&gl=br
E alguém descubra uma forma de contar ao cérebro que a sombra não faz parte do nosso corpo! Leia o último site indicado. É de rir...

Retomando...Sites muito bons!
As atividades de conhecimento físico: um exemplo relativo à sombra:
http://64.233.169.104/search?q=cache:5s6v3cvEgvgJ:www.fsc.ufsc.br/ccef/port/12-1/artpdf/a1.pdf+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br

Leitura de fábulas com sombras de cenários e personagens:
http://64.233.169.104/search?q=cache:8OWJG8Y74LAJ:www.centrorefeducacional.com.br/lefabul.htm+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=11&gl=br

A atração entre as sombras:
http://64.233.169.104/search?q=cache:4VPlCP15rK8J:www.if.ufrgs.br/~lang/Sombras.pdf+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=18&gl=br

Seu corpo acha que sua sombra faz parte dele:
http://64.233.169.104/search?q=cache:BslaHRKkGNgJ:www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp%3Fcod_noticia%3D1301+texto+atividade+sombra&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=63&gl=br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Planejamento – Mapa Estrutural

PLANEJAMENTO

  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  


 

Conhecimentos Objetivos Concepções

Prévios infantis

 


 


 

Conteúdos Conhecimentos

Históricos


 

Hipóteses


 


 

Atividades didático-pedagógicas


 


 

Problematizações


 


 

AVALIAÇÃO


 

SONHOS ESCOLHAS

Planejamento – Mapa Estrutural

PLANEJAMENTO

  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  


 

Conhecimentos Objetivos Concepções

Prévios infantis

 


 


 

Conteúdos Conhecimentos

Históricos


 

Hipóteses


 


 

Atividades didático-pedagógicas


 


 

Problematizações


 


 

AVALIAÇÃO


 

SONHOS ESCOLHAS

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