Sinto uma necessidade imensa em registrar o que leio e abstraio.
Por isso desejo ir publicando as leituras dos capítulos de "Estudos Sociais - teoria e prática" de Aracy Antunes, Heloisa Menandro e Tomoko Paganelli.
Capítulo 1 – Os grupos sociaisLendo o material de Estudos Sociais fazendo referência ao fato de sempre pertencermos a um grupo e levarmos marcas da vida social que levamos, lembrei-me dos textos de psicologia que falam sobre o homem ser fruto do meio e os debates que estas afirmações causam.
Fiquei pensando o quanto deve ser difícil a um pré-adolescente e a um adolescente,q eu buscam grupos para adquirirem auto-afirmação, conscientizarem-se de que pertence a um grupo, mas devem manter a sua individualidade no grupo, indo não somente ao encontro, mas por vezes agindo de forma contrária às idéias do grupo.
Aderimos a um grupo por três motivos: interesses comuns, objetivos comuns e atividades afins.
Consequentemente, pertencemos a diversos grupos e há uma hierarquia dentre eles conforme nossas prioridades.
Achei fantástica a proposta de trabalhar a criação de regras e normas a partir do estudo dos grupos, observando-os, definindo quem participa deles, que tipo de normas seguem.
Capítulo 2 – A socialização da criançaSempre acreditei que a auto-estima tinha relação direta com o rendimento escolar e nesse capítulo afirma-se que o bloqueio das relações sociais e afetivas na família ou na escola pode conduzir ao bloqueio cognitivo.
Cheguei a achar engraçado ao ler a afirmação dos autores de que apesar da socialização ser um objetivo em toda escola, a realidade da maioria são auditórios de individualidades isoladas, com crianças sentadas enfileiradas.
Eu não sei trabalhar em grupos. Estudante de uma escola elitizada, sempre sobrei. Por auto-defesa, aprendi a me fechar e tenho facilidade de trabalhar sozinha.
Interessante perpassar as fases de socialização da criança:
• Anomia –primeiros anos de vida. Ainda não conhece as regras do mundo adulto e não repete a trangressão das mesmas por ter sofrido sanção, agindo por reflexo condicionado, não por compreensão da proibição.
• Heteronomia – séries inicias da escolarização. A criança é coagida a seguir as regras, mas ainda não as compreende e assimlia. Segue-as por formação de hábitos, conselhos, observação,l imitação ou por castigo, sanção. A criança sabe quando infringiu as regras e tenta esconder a infração para não sofrer a repressão, processo natural que deve ser combatido através do debate das regras do grupo. Seria incorreto o professor agir de forma autoritária. O fundamental não é dizer “não”, mas explicar “por que não”.
• Autonomia: reconhece as regras e não precisa ser obrigada a cumpri-las. Responde perante o grupo e assumi os riscos e conseqüências dos seus atos. Relaciona-se considerando o respeito mútuo.
O que mais chamou-me a atenção foi a contradição com um pensamento que eu tinha, reforçando a necessidade do estudo e o conhecimento da teoria para a boa prática. Antes da leitura deste texto, via como mau caratismo a criança tentar esconder uma infração. Aprendi que é um processo natural e que devo auxiliá-los a compreenderem a importância das regras na manutenção dos direitos de todos e auxiliá-los a se apropriarem das regras dos grupos dos quais são integrantes.
Ser repressivo e autoritário gera homens rebeldes ou passivos, não cidadãos conscientes de seu papel. Então sugere-se ao professor criar regras conjuntamente, fixá-las na sala,avaliá-las e por votação alterá-las e distribuir semanalmente pequenas tarefas a uma equipe.
É participando da criação de regras do seu grupo e observando as regras de grupo dosm quais pertença, que a criança compreenderá o seu papel em cada um deles.