Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Contos de fadas


Nossa, assisti ao Shrek 3 e me diverti à beça.
Acho muito válido, como aprendizagem, a comparação entre os clássicos e releituras como esta.
Assistindo ao filme, com sua boa dose de realismo, fiquei me questionando sobre a origem de nossas pré-concepções, como "porque pessoas "feias" nos causam impacto negativo e a beleza nos passa a imagem de bondade e confiabilidade.
Ver a Fiona acordando e dizendo "Bafinho da manhã" ao Shrek pareceu um excelente contra-ponto às novelas com pessoas acordando "cheirosas" e maquiadas.
Ouvir Shrek dizer que as pessoas passaram a vida julgando-o por sua imagem e ele acreditando nas crenças populares ao invés de acreditar nele mesmo e por fim ele passou a perceber o seu potencial e acreditar nele, também achei bacana.
O desfecho do filme, mostrando que não é preciso haver vilões e mocinhos, mas ao contrário, podem todos unir-se em busca da conquista do bem-estar comum, achei uma grande lição.
Os erros cometidos, as gafes, a falta de composturas e as decisões mal tomadas, aliadas à idéia de que é possível dar a volta por cima, que ninguém é perfeito, mas pode esforçar-se em aprimorar-se e que não é a espera de um milagre (fazendo menção à Bela Adormecida, à Branca de Neve e à Cinderela que assumiram suas poses de donzela aguardando o resgate pelo Príncipe Encantado) que mudará nossas vidas.
Lendo a Bibliografia indicada em Literatura, fazendo menção à origem dos Contos de Fadas, percebi que a maior função deste estilo literário é fomentar a esperança, visto que em suas lições o bem sempre vence e o fraco supera seus medos e suas limitações perseverando.
Os Contos de Fadas foram criados, contados e reelaborados pela plebe, que entre um dia árduo e outro de trabalho, sonhava com um milagre que lhe assegurasse um vida mais digna e mais confortável.
Sempre gostei de questionar meus alunos quanto às mensagens das histórias e fomentar um debate sobre a dose de realismo delas, o que sempre rendeu excelentes resultados e filmes como Shrek trazem uma boa proposta de reflexão.


Informações sobre o filme
Se quiser saber mais ainda...
Se você e curioso para dedéu...vá à origem das coisas...

sábado, 6 de outubro de 2007

Primeira Semana - 22/09 a 30/09

ARTES VISUAIS




METODOLOGIA TRADICIONAL



* Postura autoritária do professor;
* Transmissão de conteúdos reprodutivos;
* Aluno não interage, só reproduz;
* Desenvolvimento de destrezas, não criação;
* Preparo para o mundo do trabalho;
* Incentivo à cópia.



ESCOLA TECNICISTA



* Prepara para o mercado de trabalho;
* Objetivo principal: ensinar a fazer;
* Originada nos EUA em 1950;
* Aparece no Brasil em 1960;
* Processos mecânicos

ESCOLA NOVA



Surge no Brasil em 1930;
Objetivo: livre expressão;
Trabalho centrado na criança, privilegiando sua intuição, criação e inteligência;
Crianças reproduzem livremente, sem intervenção do professor.




PROPOSTA TRIANGULAR




* o fazer artístico;
* a análise de obras e projetos de arte;
* a história da arte;
* Vivenciar e compreender as linguagens da arte;
* Apreciar, refletir e fazer.



MINHAS CONCLUSÕES



É sabido que encontramos no País todas essas metodologias e analisando a minha prática da sala de aula, acabei registrando passagens das três primeiras.
O que mudou em mim após estas leituras e reflexões?
Agora percebo o quanto a Arte é importante e deve estar permanentemente presente em sala de aula.
Não aprendi a admirá-la como Disciplina. Ela não era prazerosa e não tinha sentido.
Mas ela tem e a frase que mais me marcou das leituras foi “As novas tendências para o ensino da arte enfatizam um maior compromisso com a cultura e a história”.


Marco minha nova linha de pensamento com a obra de Picasso entitulada “Guernica”, que após a primeira aula presencial passei a compreender e admirar.
Cada obra de arte tem um foco, um objetivo, uma linguagem, uma forma...estarei mais atenta a isso e percebo que algo está mudando em mim sobre ela, a partir do momento em que fazer atividades desta disciplina finalmente tornou-se um prazer, com sentido e vital importância.






LITERATURA




Trabalhar com aromas na Hora do Conto foi algo que nunca me ocorreu e que estou maluca pra fazer! Acabei utilizando fragâncias em aulas não muito criativas dentro da temática dos "Sentidos".



"Contar histórias é suscitar o imaginário, descobrir conflitos, impasses, encontrar soluções, esclarecer dúvidas, sentir emoções diferentes, encontrar outros lugares, outros tempos, outros pensamentos. " Fanny Abramovich


"Quando uma criança escuta, a história que se conta penetra nela simplesmente, como história. Mas existe uma orelha detrás da orelha que conserva a significação do conto e o revela muito mais tarde" Louis Paswels



Vou reproduzir um trecho da minha argumentação no Fórum da Disciplina que reflete minhas conclusões, acerca das citações acima:



Me preocupa muito mais o que conto e no que implicará para a criança, do que discutir formas de contar. Estou ansiosa para analisar os contos. Sugiro que todas e o Ed leiam "A ditadura da beleza e a revolução das mulheres", do Augusto Cury e "Complexo de Cinderela", da Colette Dowling. O primeiro reflete o vício no corpo magro, a injeção diária de exigência de cuidados com o corpo, não necessariamente ligados a hábitos saudáveis (formando comunidades anoréxicas e adolescentes/ mulheres infelizes). O segundo retrata o que o título diz: reflete a mulher que, embalada desde a tenra infância por contos infantis, aguarda o príncipe encantado, que aturará tudo, a protegerá e assumirá o papel assumido outrora pelo pai da donzela. Quem ainda tiver paciência, tem o "Síndrome de Peter Pan", que reflete a vida do homem na Terra do Nunca. Sugiro também visitarem o site http://www.mensagemsubliminar.com.br, para refletirmos sobre o que de fato tem chegado a nossos alunos. Tive uma cadeira na faculdade de Psicologia na educação onde debatemos apenas numa noite os clássicos e aquela foi a que mais marcou a minha vida. Quero muito aprofundar esse assunto!




LUDICIDADE e EDUCAÇÃO






Bem, a maior aprendizagem desta aula foi o desapego à preocupação de aliar objetivos a tudo: o objetivo da brincadeira é brincar. Adorei a citação de que "Para ser professor é preciso voltar a ser criança".


Fiquei intrigada com a dificuldade com que tive de mover o corpo durante a atividade do "Pássaro louco". E sei que a mesma técnica com as palavras-chave "coelho sai da toca", "toca sai do coelho" e "terremoto" teriam feito com que eu agisse com maior rapidez. Qual é a explicação para isso? Treino. Dizem que para evitar o mal de Alzheimer é bom realizar atividades corriqueiras de forma diferente (fazer percursos diferentes, pentear cabelo para outro lado) de modo que a mente seja obrigada a agir. A idéia é mudar e criar variações sempre, para forçar o raciocínio.




MÚSICA


Já trabalhei com paródias, mas nunca tinha me ocorrido, como na primeira aula de música, propor a musicalização de poesias e pequenos versos (isso é uma forma de tornar mais prazeroso o estudo da poesia, visto que para cantar, é preciso interpretar).

O interessante é que através da música pode-se decidir que mensagem se deseja passar. Logo, um canto de amor, pode virar um deboche ou hipocresia e uma mentira descabida pode ganhar veracidade.

Estudar música, desfrutá-la, é expor sentimentos, curar dores, gerar entusiasmo, despertar a imaginação, ser diferente, fazer diferente, tornar diferente, expressar o que é, ser o que se é, sonhar o que pode ser, sonhar o que nã pode ser, conhecer o próprio corpo e a própria mente.

Música é magia, é obra de Deus.